sexta-feira, 18 de novembro de 2011

      Lídia Jorge, Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto defenderam que os escritores devem ser interventivos em tempos de crise, na homenagem a José Saramago realizada em Lisboa, no Teatro São Luiz na quarta-feira, dia em que completaria 89 anos.
      Num Jardim de Inverno apinhado, com pessoas em pé até à entrada e outras sentadas pelo chão, vários escritores, músicos e amigos do prémio Nobel da Literatura português (1922-2010) reuniram-se para assinalar a data, no dia em que a viúva de Saramago, Pilar del Río, recebeu da autarquia as chaves da Casa dos Bicos, onde abrirá ao público na primavera de 2012 a Fundação José Saramago, a que preside.
      Depois de elogiada a faceta interventiva de José Saramago, traduzida não só no seu discurso oral, em defesa de várias causas, mas também nos seus livros - como "O Ensaio sobre a Lucidez", que fazia a apologia do voto em branco como forma de protesto -, Nuno Artur Silva, um dos moderadores da sessão, colocou aos escritores presentes a questão: A situação que atualmente se vive em Portugal "levanta novas responsabilidades ao escritor?".



fonte: sicnoticias.sapo.pt

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