segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

     "Decidiram as chuvas mil de abril cair nas tardes de maio...”. São construções como essa que esperam os leitores do DIÁRIO no livro “A grande viagem” do cronista e jornalista Mário Couto. A produção do escritor que trabalhou nos principais jornais de sua época, como “A Província do Pará” e “Folha do Norte”, é a nona da coleção “Pará de Todos os Versos, de Todas as Prosas” que presenteia o leitor do diário com um livro de um autor paraense a cada segunda-feira.
      O advogado Reginaldo de Araújo já aguardava ansioso pelo livro do jornalista. Com a tabela preenchida na manhã de ontem e os selos encartados diariamente no jornal, ele já havia garantido o necessário para trocar o livro hoje. “Tenho todos os livros e amanhã (hoje) é dia de ir no DIÁRIO garantir meu livro”, afirma.
      O pouco que o advogado conhece da história de Mário Couto já é o suficiente para despertar a curiosidade para a sua obra. “Sei que ele foi um jornalista boêmio”, diz. “Vou aproveitar para conhecer agora quando trocar o livro que vai sair”, reitera.
      Das obras já apresentadas pelo projeto ‘Orgulho de Ser do Pará’, Reginaldo já leu vários. Para ele, a iniciativa é, na verdade, uma oportunidade dada ao leitor de conhecer melhor os escritores que fizeram história no Pará. “Minha diversão é ler. Já li o Elias Pinto, o Edyr Augusto e o Bruno de Menezes. “Eles são muito bons, são paraenses e basta isso. Nossos escritores são desconhecidos por 90% dos moradores daqui”.
      Quem também conhece pouco a história de Mário Couto é o empresário Édson Franco. Independente disso, ele vê na publicação de suas crônicas a oportunidade de conhecê-lo melhor. “Eu tenho um conhecimento muito pequeno da obra dele. Mas a iniciativa é muito boa”, acredita. “O DIÁRIO tem feito muita coisa boa nesse sentido”.
      A opinião também é compartilhada pelo comunicador visual Araré Veiga. Apesar do pouco contato mantido com os livros, ele se sente motivado pelo projeto. “Assim as pessoas têm a oportunidade de conhecer os escritores paraenses”, afirma. “Não sou muito de ler, mas isso é uma valorização da cultura paraense”, reconhece.



fonte: Diário do Pará

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