Confesso que tenho uma preocupaçãozinha com o futuro de nossa literatura. Não só com a nossa, mas com a do mundo inteiro.
Tenho me perguntado até onde as obras impressas resistirão? Até quando poderemos entrar em uma livraria para adiquirirmos livros feitos de papel, destes que podemos abrir e folhear sem a intervenção de algum recurso digital.
Não que eu tenha alguma coisa contra esse tipo de recurso, mas admito que não vejo toda esta modernidade tecnológica com bons olhos. Na sua sedutora esteira de facilidades para nosso dia a dia ela também traz algumas ameaças veladas, alguns perigos latentes que vaticinam um ataque frontal àquelas estratégias pedagógicas que visam justamente despertar no educando o interesse pela descoberta do livro que ele possa ter acesso sem a necessidade de sentar-se diante do teclado de um computador, que ele possa "degustar" sem que precise de uma máquina que processe dados para ele. Falo daquelas estratégias de ensino que pretendem incutir nas pessoas o hábito de usarem suas próprias mentes, seu próprio intelecto para processar os dados necessários na contrução do conhecimento, no desenvolvimento do aprendizado.
Precisamos entender que nem sempre o uso de uma máquina é salutar, entender que isso tem seu lado perigoso quando se começa a achar que ela estará facilitando nosso aprimoramento. Precisamos compreender que delegarmos a uma máquina aquilo que nós mesmos deveríamos fazer pode nos tornar dependentes dela, pode tolher nossa faculdade de fazermos escolhas, de decidirmos a maneira como nos apropriaremos de determinada informação, pode ainda nos fazer pensar que seremos antiquados e anacrônicos se não nos submtermos ao julgo do mundo virtual.
Urge refletirmos até onde devemos usufruir da benesses eletrônicas com as quais esta geração foi presenteada.
Um comentário:
AMIGO TAMBÉM ME PASSA ESTA PREOCUPAÇÃO PELA CABEÇA! MAS AINDA TENHO FÉ QUE A LITERATURA TRADICIONAL SOBREVIVERÁ, TERÁ O VALOR DE OBRA DE ARTE, POIS SERÃO RARAS AS DE QUALIDADE! MAS NÓS ESTAMOS TENTANDO FAZER A NOSSA PARTE NÉ? RSRS
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